Voluntariado
Joaquim Pereira
20-08-2013
Vivemos num tempo parece ser muito marcado pelo egoísmo, ninguém faz nada sem ser bem pago mas isso parece-me ser apenas uma aparência, a verdade é outra. As Missões na Guiné-Bissau enchem-se de pessoas de todas as idades que vêm de outros ambientes que interrompem as suas férias para fazer alguma coisa em favor dos mais desfavorecidos. No caso da nossa Missão este ano temos entre nós dois grupos de jovens: um composto por três jovens pertencentes à Orbis, organização ligada à Diocese de Aveiro que desde há alguns anos colaboram com as Irmãs de São José de Cluny que trabalham na Missão de Safim; Temos outro grupo, Os "Jasgas " cordenados pelo padre Virgílio CPPS chegaram dia 17 passado e logo começaram a desenvolver muitas atividades com entusiasmo, denotando alguma dificuldade de adaptação às novas circunstâncias mas sempre com alegria e espírito de serviço. Neste grupo está a Idalina já aposentada que interage perfeitamente com os jovens. Estas experiências têm muito de positivo, para além de serem uma oportunidade de prestar um serviço, são também uma oportunidade para desfazer preconceitos e fazer a experiência de que é possível viver alegre e feliz mesmo tendo poucas coisas como acontece em África. Estes grupos, ao contrário de outros, não vieram carregados de coisas, só o indispensável para as atividades.
Nestes anos da minha presença neste país, algumas vezes distribuí roupa que nunca vi no corpo de quem a recebeu, estou convencido que a ajuda a esta gente tem que passar em ensiná-los a resolver os seus problemas .Dar coisas pode ser consolador para quem dá mas não é libertador para quem recebe. As dependências não são dignificantes. Eu sei que há muita gente que pensa de outra maneira e até já me têm acusado de não querer ajudar as pessoas. Dar coisas não é o meu jeito nâo as tenho nem as procuro porque é minha convicção que isso não resolve nada. Mandar aprender um ofício, montar um pequeno negócio, abrir uma exploração agrícola, comprar uma rede ou uma canoa, eis no que eu aposto. Sempre a promover as pessoas. Os guineenses são pobres mas não são incapazes, precisam é de uma oportunidade.
Nestes anos da minha presença neste país, algumas vezes distribuí roupa que nunca vi no corpo de quem a recebeu, estou convencido que a ajuda a esta gente tem que passar em ensiná-los a resolver os seus problemas .Dar coisas pode ser consolador para quem dá mas não é libertador para quem recebe. As dependências não são dignificantes. Eu sei que há muita gente que pensa de outra maneira e até já me têm acusado de não querer ajudar as pessoas. Dar coisas não é o meu jeito nâo as tenho nem as procuro porque é minha convicção que isso não resolve nada. Mandar aprender um ofício, montar um pequeno negócio, abrir uma exploração agrícola, comprar uma rede ou uma canoa, eis no que eu aposto. Sempre a promover as pessoas. Os guineenses são pobres mas não são incapazes, precisam é de uma oportunidade.